Estudiantes 0 x 0 Flamengo: sem chutar no gol, Fla decide no Maracanã
O Estudiantes e o Flamengo empataram por 0 a 0 na quinta-feira (15), no Estádio UNO, em La Plata, na ida da semifinal da Libertadores. O placar engana. Os argentinos finalizaram 21 vezes, seis no alvo, e o Flamengo cinco, nenhuma na direção de Muslera. A vaga sai na quinta (22), às 21h30 (de Brasília), no Maracanã: quem vencer vai à final, e outro empate leva aos pênaltis.
Léo Pereira e Alex Sandro salvaram o que passaria por Rossi
Aos 27 minutos, Emerson Royal errou o tempo do cruzamento e Carrillo, livre, cabeceou para fora. A chance mais clara do primeiro tempo veio aos 32: Léo Ortiz afastou mal de cabeça, Tiago Palacios ganhou a dividida e bateu, e Léo Pereira tirou quase dentro do gol.
Depois do intervalo, os argentinos empilharam cruzamentos e escanteios. Aos 33, Cetré cobrou um deles, Emerson Royal cortou pela metade e Santiago Núñez finalizou de dentro da área. Alex Sandro bloqueou. Rossi terminou com seis defesas, três delas em cabeçadas de Carrillo e Núñez.
O Estudiantes jogou sem Marcos Rojo, contratado para esta fase: a Conmebol recusou a inscrição do zagueiro, e o clube anunciou recurso à Corte Arbitral do Esporte. Funes Mori ficou com a vaga e ganhou elogio do técnico Alexander Medina: “Jogou um partidaço”.
Jardim segurou as trocas até os 34 do segundo tempo

Sem Jorginho, suspenso, e Arrascaeta, com fratura no punho, Jardim montou o meio com Pulgar, Saúl e Paquetá. Na frente, Bruno Henrique ganhou a vaga de Pedro; na direita, Emerson Royal ficou com a de Varela. O ataque quase não apareceu. Carrascal driblou até a área logo depois do intervalo e chutou para fora. Mais tarde, achou Bruno Henrique duas vezes, e Santiago Núñez travou as duas.
Pedro e Gonzalo Plata entraram aos 34 do segundo tempo, nas vagas de Bruno Henrique e Samuel Lino, e Joaquín Freitas substituiu Paquetá pouco depois. Varela e De la Cruz nem saíram do banco. Jardim justificou as escolhas pela bola aérea, em que vê o Estudiantes como especialista: “Às vezes, no futebol, os baixinhos não podem jogar todos. Eu gostaria que os baixinhos fossem altos. Mas não, são baixinhos”.
Paquetá ficou no amarelo, e os dois técnicos reclamaram do apito
Aos 17 do segundo tempo, numa disputa de bola, Paquetá acertou Piovi no rosto. O paraguaio Juan Gabriel Benítez mostrou o amarelo, e os jogadores do Estudiantes cercaram o árbitro pedindo expulsão e revisão no VAR, que não veio. Perto do fim, Varela foi amarelado no banco do Flamengo, por reclamação.
Jardim saiu irritado: “O árbitro não deixou jogar”. Medina reclamou de um Flamengo que, para ele, cortou o jogo com faltas, e resumiu a noite: “Tivemos as melhores chances, eles não criaram nada contra nós. Muslera não fez nenhuma defesa”. Pelo nosso feed, cada time cometeu 14 faltas.
Número do dia: 0,18

Foi o xG do Flamengo pelo nosso feed, contra 1,13 do Estudiantes (a métrica está explicada na tabela de xG do Brasileirão). Com 55% da posse e 458 passes, 91 a mais que o rival, o time de Jardim finalizou cinco vezes, três de dentro da área. Do outro lado, foram 16 chutes só de dentro da área. Seis bolas pararam em bloqueios e seis em Rossi.
Bateu o nosso palpite? O empate, sim; o 1 a 1, não
No palpite de Estudiantes x Flamengo, escrevi que a ida tinha “cara de jogo travado e de empate” e cravei 1 a 1, o placar da fase de grupos. O empate veio. Os gols, não, e o Flamengo nem acertou o alvo.
Acertei o jeito de jogar do Estudiantes, no choque, na bola longa e na cabeça de Carrillo. Errei quase todo o resto. Escrevi que o rival tinha guardado Rojo, Correa e Carrillo para quinta; Carrillo começou, Correa entrou no meio do segundo tempo e Rojo nem pôde jogar. Esperava a ligação entre Paquetá e Carrascal que decidiu o Fla-Flu, e ela não apareceu. Também previ que, com dois defensores suspensos, o Estudiantes sentiria a reta final. Foi nela que Alex Sandro precisou salvar o gol. E chamei a ida de equilibrada. Os 21 chutes a 5 dizem outra coisa.
No Maracanã, quem vencer vai à final
A volta, na quinta (22), às 21h30, vale como jogo único. A Libertadores não usa gol fora nem prorrogação nesta fase, e o empate manda a vaga para os pênaltis. Jorginho, que cumpriu suspensão em La Plata, volta a ficar à disposição. O Estudiantes fechou as oitavas e as quartas fora de casa e passou nas duas. Minha leitura está no palpite de Flamengo x Estudiantes.
A final é em 28/11, em Montevidéu, contra Palmeiras ou Fluminense. O Palmeiras ganhou a ida por 2 a 1, no Maracanã (veja como foi), e decide na quarta (21), no Nubank Parque. Quadro completo: semifinais da Libertadores e da Sul-Americana.
Até lá, o Brasileirão não para. Líder com 64 pontos depois da 30ª rodada, um à frente do Palmeiras, o Flamengo visita o Bahia, 5º com 49, no domingo (18), às 18h30, na Arena Fonte Nova (palpite de Bahia x Flamengo). A rodada está na prévia da 31ª rodada; a agenda desta sexta, em jogos de hoje.
Perguntas frequentes
O que acontece se Flamengo e Estudiantes empatarem no Maracanã?
Pênaltis, logo depois dos 90 minutos. Não há prorrogação nesta fase da Libertadores, e gol fora de casa não desempata.
Quando é o jogo de volta entre Flamengo e Estudiantes?
Na quinta-feira, 22/10, às 21h30 (de Brasília), no Maracanã.
O Flamengo chutou no gol em La Plata?
Não. Foram cinco finalizações, quatro para fora e uma bloqueada. O Estudiantes finalizou 21 vezes, seis no alvo.
Por que Marcos Rojo não jogou pelo Estudiantes?
A Conmebol recusou a inscrição do zagueiro, contratado para a semifinal. O clube anunciou recurso à Corte Arbitral do Esporte.
+18 · Conteúdo informativo, sem promessa de lucro.