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Suíça 0 (4-3) 0 Colômbia: nos pênaltis, os suíços sobrevivem e encaram a Argentina

Deu o jogo mais fechado das oitavas. Suíça e Colômbia empataram por 0 a 0 nos 120 minutos, e a vaga nas quartas de final da Copa do Mundo 2026 só saiu nos pênaltis — com a Suíça levando a melhor por 4 a 3. A recompensa por sobreviver? Um encontro com a Argentina de Messi.

120 minutos de xadrez, zero espaço

Foi o tipo de mata-mata em que ninguém quis ser o primeiro a errar. A Colômbia teve um pouco mais de bola (51% de posse) e mais volume de finalização — 5 contra 2 da Suíça —, mas quase nada de perigo real: em todo o tempo normal e na prorrogação, foi 1 único chute no alvo. A Suíça, do outro lado, foi econômica e cirúrgica: finalizou 2 vezes, as 2 no gol.

James Rodríguez entrou aos 66 para tentar dar o passe que a Colômbia não achava, e Luis Díaz insistiu pela esquerda o jogo inteiro. Mas a Suíça fechou os espaços com disciplina — Granit Xhaka orquestrando a marcação no meio — e transformou a partida num duelo de paciência. Cartão amarelo não faltou (Xhaka, Zakaria e Muheim pelos suíços; Suárez e Dávinson Sánchez pelos colombianos), sinal da pegada. Gol, esse não veio nem na prorrogação, quando o cansaço abriu alguns buracos mas faltou pontaria dos dois lados.

Quando o perigo apareceu, os goleiros resolveram. A Suíça finalizou pouco, mas as duas vezes que acertou o alvo exigiram intervenção do arqueiro colombiano. A Colômbia, apesar de todo o volume, só levou perigo de verdade uma vez — e o goleiro suíço apareceu para segurar. Foi um jogo de margens mínimas, decidido menos por um lance de brilho e mais por quem errava menos.

Nos pênaltis, a Colômbia tremeu duas vezes

Aí veio a loteria — e ela cobrou caro da Colômbia. Quintero abriu convertendo; Xhaka respondeu na sequência (1 a 1). Na segunda rodada, Dávinson Sánchez desperdiçou e Amdouni fez a Suíça abrir 2 a 1. Campaz recolocou a Colômbia no jogo (2 a 2), mas Akanji perdeu a chance de devolver a vantagem aos suíços. Na quarta cobrança veio a defesa que decidiu tudo: Gregor Kobel pegou a batida de Hernández, e Cedric Itten aproveitou para fazer 3 a 2. Luis Díaz ainda converteu para manter a esperança viva (3 a 3), até que Rúben Vargas bateu firme na quinta e fechou o 4 a 3.

Duas cobranças perdidas contra uma. Foi essa a conta que separou a Colômbia — que teve James e Luis Díaz em campo — de uma vaga que parecia ao alcance.

A FOX Sports resume a série: a Colômbia perde duas cobranças (❌❌), a Suíça converte quatro e Rúben Vargas fecha o 4 a 3.

Número do dia: 1

Um. Foi quantas finalizações no alvo a Colômbia acertou em 120 minutos. Teve mais posse, teve mais escanteios (4 a 1), teve os melhores nomes — mas não teve o chute certo na hora certa. Em mata-mata, quem não acerta o alvo terceiriza a decisão para os pênaltis. E nos pênaltis, como a própria Colômbia sentiu na pele, tudo vira moeda no ar.

O que o jogo dizia — e o que ele ensina

No papel, não era um confronto de muitos gols: duas equipes bem organizadas na defesa, num jogo eliminatório. E foi exatamente isso. Quem leu a partida como truncada, de poucos gols e com empate provável no tempo normal, viu o roteiro se confirmar. Fica a lição de sempre, sem drama: nem todo mata-mata é festival ofensivo — muitos se decidem no detalhe, no nervo e na frieza da cobrança. Ler o estilo dos times costuma valer mais do que apostar no nome. Apostas envolvem riscos e são para maiores de 18 anos; não existe palpite garantido.

Agora é a Argentina

A classificação tem gosto de história: é a primeira vez que a Suíça chega às quartas de uma Copa do Mundo desde 1954. A recompensa, porém, é o jogo mais difícil possível: a Argentina, atual campeã do mundo, que passou pelo Egito por 3 a 2 e chega embalada com Messi. O duelo será em Kansas City, no sábado. Será o teste máximo da organização suíça na Copa. Se depender do que mostrou contra a Colômbia — bloco compacto, paciência e sangue-frio nos momentos quentes —, a Argentina vai ter que suar cada metro do campo para chegar à semifinal.

Vargas decide, e a Suíça chega às quartas pela primeira vez desde 1954 — agora pela frente, a Argentina.

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