NOTíCIA

Boca 0 x 1 Vasco: Adson decide e Vasco joga pelo empate no Rio

O Vasco venceu o Boca Juniors por 1 a 0 na noite de terça-feira (13), na Bombonera, no jogo de ida da semifinal da Copa Sul-Americana. Adson marcou de cabeça aos 25 minutos, e o time de Pedro Emanuel segurou o placar com um a menos desde os 18 do segundo tempo, quando Andrés Gómez foi expulso. Na volta, na terça que vem (20), às 21h30 (de Brasília), um empate leva o Vasco à final.

Adson de cabeça, e um primeiro tempo vascaíno

Adson só começou jogando porque Facundo Colidio, inscrito pelo River Plate na fase eliminatória, não pode defender o Vasco no torneio. Do outro lado, faltava o capitão Leandro Paredes, lesionado. Bruno Duarte obrigou Montero a defender logo no começo, e Delgado levou amarelo aos 8, numa falta dura em Gómez.

O gol nasceu pela esquerda. Gómez cruzou na medida e Adson, no meio da área, cabeceou no ângulo. É o quinto gol dele na competição, em que segue como artilheiro do Vasco. Até o intervalo, o Boca não conseguiu empurrar o adversário para trás, e a Bombonera foi esfriando.

Gómez deu o passe e, 38 minutos depois, saiu expulso

Pedro Emanuel, técnico do Vasco, de terno escuro e camisa clara, grita e gesticula à beira do gramado da Bombonera
Pedro Emanuel orienta o Vasco à beira do campo na Bombonera, na ida da semifinal, em 13/10/2026. Foto: Agustin Marcarian/Reuters

O segundo tempo abriu com a chance de liquidar a série. Paulo Henrique tabelou com Adson, invadiu a área e bateu cruzado, para fora. Logo depois, um cruzamento de Blanco ganhou efeito e explodiu na trave de Léo Jardim.

Aos 18, Gómez tentou atrapalhar a cobrança rápida de uma falta, trocou empurrões com um adversário e levou amarelo. Na reclamação, encostou mais de uma vez no chileno Piero Maza, que mostrou o segundo cartão ali mesmo.

Pedro Emanuel tirou Adson para pôr o volante Tchê Tchê e, dez minutos depois, trocou Sosa pelo zagueiro Gabriel Pereira, para aguentar os cruzamentos. Ascacíbar ainda acertou o travessão, e uma bola rasteira de Blanco atravessou a pequena área sem ninguém para empurrar. “Tivemos um pouco de sorte no final. O Boca teve duas chances claras para empatar”, admitiu o técnico.

A primeira vitória oficial do Vasco sobre o Boca

Jogadores do Vasco, de camisa branca com a faixa diagonal preta, aplaudem com os braços erguidos no gramado da Bombonera
Jogadores do Vasco aplaudem em direção à arquibancada da Bombonera depois do 1 a 0 sobre o Boca, em 13/10/2026. Foto: Agustin Marcarian/Reuters

Até terça, o Vasco nunca tinha batido o Boca em jogo oficial. Os quatro encontros anteriores foram em 2001: nas quartas da Libertadores, derrota por 1 a 0 em São Januário e por 3 a 0 na Bombonera; pela Copa Mercosul, dois empates por 2 a 2. O clube virou ainda o quarto brasileiro a vencer o Boca na Bombonera em mata-mata.

Pedro Emanuel não escondeu a ambição: “Acreditamos cada vez mais que pode ser nosso troféu”. Com dez por quase meia hora, mais os acréscimos, o time não se desmontou.

Número do dia: 0,49

Foi o xG do Vasco na Bombonera, pelo nosso feed, contra 1,55 do Boca. Os argentinos tiveram 60% da posse, finalizaram 18 vezes contra 9 e cobraram 9 escanteios contra 1; no alvo, deu 2 a 2. Antes do jogo, eu tinha lembrado que o Vasco era o time que mais desperdiçava no Brasileirão pelo nosso modelo de xG: 36 gols para 43,7 esperados. Em Buenos Aires, fez o contrário. Criou pouco e não perdoou.

Bateu o nosso palpite? Não

Errei. No palpite de Boca x Vasco, cravei “Vitória do Boca Juniors” e fui além: “Penso num 1 a 0 argentino, placar que deixa a vaga inteiramente aberta para o Rio”. O 1 a 0 veio, mas com a camisa trocada.

O roteiro também saiu invertido. Eu desenhei o Boca empurrando no primeiro tempo e o Vasco vivendo de bola longa; o primeiro tempo foi vascaíno, e a pressão argentina só cresceu depois do intervalo. Acertei num ponto: sem Paredes, o Boca ficou sem quem organizasse a saída, e foi pelo meio que o Vasco respirou. Pesei demais os 100% do Boca em casa no torneio. O xG de 1,55 a 0,49 mostra que o Boca produziu mais, mas palpite se mede no placar.

Volta no Maracanã por ordem judicial, e sem Gómez

O jogo de terça (20), às 21h30, está marcado para o Maracanã. Na manhã de 13/10, o desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, do TJ-RJ, derrubou a liminar que o Consórcio Fla-Flu tinha obtido no sábado. A Conmebol avisou Vasco e CBF que o jogo fica no Rio, mas vai para o Paraguai se outra decisão vetar o estádio. O consórcio recorreu ao STJ ainda na terça. Até a manhã desta quarta (14), valia o Maracanã, com ingressos esgotados.

Gómez, suspenso pelo vermelho, desfalca a volta, assim como Colidio. Com a vantagem mínima, o empate basta ao Vasco; o Boca precisa vencer. O rival da final sai de Atlético-MG x Montevideo City Torque, que fazem a ida nesta quarta, às 19h, na Arena MRV. A decisão está marcada para 21/11, em Barranquilla. A leitura da volta está no palpite de Vasco x Boca, e o quadro completo, em semifinais da Libertadores e da Sul-Americana.

Antes, tem Brasileirão. O Vasco, 14º com 35 pontos, visita o São Paulo no sábado (17), às 21h, no MorumBIS (palpite de São Paulo x Vasco). A agenda do dia está em jogos de hoje.

Perguntas frequentes

Quem fez o gol de Boca Juniors 0 x 1 Vasco?

Adson, de cabeça, aos 25 minutos do primeiro tempo, em cruzamento de Andrés Gómez.

Por que Andrés Gómez foi expulso contra o Boca?

Levou dois amarelos aos 18 do segundo tempo: um por atrapalhar a cobrança rápida de uma falta, outro por encostar no árbitro Piero Maza ao reclamar. Está fora da volta.

Onde e quando é o jogo de volta entre Vasco e Boca?

Terça, 20/10, às 21h30 (de Brasília), no Maracanã, pela decisão do TJ-RJ válida na manhã de 14/10. O Consórcio Fla-Flu recorreu ao STJ; se o estádio for vetado, a Conmebol leva o jogo ao Paraguai.

O que o Vasco precisa para chegar à final da Sul-Americana?

Um empate no Rio. Ao Boca, só a vitória interessa.

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