Atlético-MG 3 x 0 Torque: Galo pode perder por dois e ir à final
O Atlético-MG venceu o Montevideo City Torque por 3 a 0 na noite de quarta-feira (14), na Arena MRV, no jogo de ida da semifinal da Copa Sul-Americana. Reinier e Bernard marcaram no primeiro tempo, e Thiago Borbas, que saiu do banco, fez o terceiro aos 34 do segundo. Na volta, na quarta que vem (21), às 19h (de Brasília), no Centenário, em Montevidéu, o Galo vai à final mesmo se perder por dois gols de diferença.
Dois gols anulados, e mesmo assim 2 a 0 no intervalo

Sem Fred, lesionado, Eduardo Domínguez escalou Victor Hugo no meio e Alan Franco na lateral direita, no lugar de Natanael. O Torque de Marcelo Méndez entrou com cinco defensores e passou a noite atrás da bola. O Galo terminou com 65% de posse.
O placar demorou a andar. Renan Lodi e Lyanco chegaram a balançar a rede antes dos 25 minutos, os dois em impedimento. Aos 33, veio a chance mais clara dos uruguaios: Facundo Silvera cruzou, Salomón Rodríguez cabeceou e Gabriel Delfim defendeu.
Três minutos depois, Cuello recebeu pela direita, perto do meio-campo, deu uma meia-lua no marcador, arrancou e tocou para Victor Hugo, que invadiu a área e rolou para Reinier, livre: 1 a 0. Aos 42, Reinier e Bernard tabelaram num contra-ataque, e o camisa 11 cortou da esquerda para dentro e bateu rasteiro, no canto de Torgnascioli.
Domínguez mexe quando o ritmo cai, e Borbas faz o terceiro

Castaño obrigou Torgnascioli a trabalhar logo no começo do segundo tempo. Passados dez minutos, porém, o Galo baixou a marcha. O Torque cresceu em faltas e escanteios seguidos, e Pizzichillo arriscou de fora da área. Aos 17, Domínguez tirou Reinier e Victor Hugo para pôr Thiago Borbas e Igor Gomes.
Igor Gomes parou em Torgnascioli aos 32. Dois minutos depois, Cissé, que tinha entrado no lugar de Bernard, achou Renan Lodi na esquerda, e o cruzamento rasteiro encontrou Borbas, que finalizou de primeira. O uruguaio marcou pelo segundo jogo seguido. No domingo (11), tinha feito o gol da virada sobre o Santos, pelo Brasileirão.
Domínguez explicou as trocas sem rodeio: “No segundo tempo, não podíamos reduzir o ritmo. Quando senti que aconteceu, fiz as mudanças”. E segurou a euforia: “Não está definido. Pés no chão, tranquilidade”.
Número do dia: 0,31
Foi o xG do Torque em Belo Horizonte, pelo nosso feed, contra 2,16 do Atlético. Como a métrica funciona, explicamos na tabela de xG do Brasileirão. Os uruguaios finalizaram seis vezes e acertaram o alvo uma só, na cabeçada de Salomón. O Galo chutou 16, oito na direção do gol.
Na coletiva, Méndez admitiu que “a ideia não era defender tão atrás” e disse que duas bolas perdidas pelo Torque viraram gols do Atlético. Domínguez descreveu a mesma partida pelo outro lado: “Sabíamos que teríamos a bola bastante tempo, que teríamos que controlar as transições para não sofrer”. Quem decidiu em transição foi o Galo. A Arena MRV recebeu 38.020 torcedores, segundo o clube, e o time segue com uma derrota só em 29 jogos no estádio neste ano.
Bateu o nosso palpite? Só no vencedor
Em parte. No palpite de Atlético-MG x Torque, apontei “Vitória do Atlético-MG” e imaginei um 2 a 1, com o Galo “levando um gol de frente para Montevidéu, o que ajuda e não resolve”. O vencedor veio. O placar, não, e a vantagem que o Atlético leva ao Uruguai é três vezes maior que a do meu desenho.
O erro maior foi sobre o Torque. Escrevi que o time “não vem à Arena MRV para se trancar” e pus um gol uruguaio no roteiro, porque ele só tinha passado em branco uma vez fora de casa no torneio. Ele se fechou com cinco atrás e somou 0,31 de xG. O alerta para a volta do intervalo ficou no quase: o Torque cresceu em bola parada no segundo tempo, mas não acertou o gol. Acertei num ponto que parecia detalhe. Victor Hugo, que apontei como substituto de Fred, deu o passe do primeiro gol.
No Centenário, o Galo pode perder por até dois
A volta é na quarta (21), às 19h (de Brasília), no Estádio Centenário, em Montevidéu. Vitória, empate ou derrota por até dois gols levam o Atlético à final. Se o Torque vencer por três, a vaga sai nos pênaltis; para passar no tempo normal, os uruguaios precisam de quatro gols de diferença. Fred segue sem data de volta: segundo Domínguez, ele não sente dor, mas o clube não vai apressar o retorno.
A final é em 21/11, em Barranquilla, contra Vasco ou Boca Juniors. O Vasco venceu a ida por 1 a 0, na Bombonera (como foi). A leitura da volta fica no palpite de Torque x Atlético-MG, e o quadro das duas copas, em semifinais da Libertadores e da Sul-Americana. Pela Libertadores, a ida de Fluminense x Palmeiras ganhou texto à parte.
Antes, tem Brasileirão. O Galo, 7º com 47 pontos, recebe o Coritiba no sábado (17), às 18h30, na Arena MRV (palpite de Atlético-MG x Coritiba). A programação desta quinta fica em jogos de hoje.
Perguntas frequentes
Quem fez os gols de Atlético-MG 3 x 0 Torque?
Reinier, aos 36 do primeiro tempo, e Bernard, aos 42. Thiago Borbas, que entrou no segundo tempo, fechou aos 34.
Quando e onde é a volta entre Torque e Atlético-MG?
Quarta-feira, 21/10, às 19h (de Brasília), no Estádio Centenário, em Montevidéu.
O que o Atlético-MG precisa para chegar à final?
Vencer, empatar ou perder por até dois gols. Uma derrota por três leva a vaga aos pênaltis.
Fred joga a volta contra o Torque?
Sem confirmação até 15/10. Ele trata uma lesão muscular na coxa esquerda e não tem data para voltar.
Quem o Atlético-MG enfrenta se chegar à final?
O vencedor de Vasco x Boca Juniors, em 21/11, em Barranquilla.
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